Metodologia

Como a Cubic calcula a tarifa de equilíbrio

Adotamos o método de cálculo da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), referência nacional para a apuração de custos e da tarifa do transporte urbano por ônibus.

O método

O que é o método da ANTP

A Associação Nacional de Transportes Públicos reúne operadores, órgãos gestores e técnicos do setor, e mantém o método que padroniza a apuração do custo do transporte urbano por ônibus no Brasil.

O método faz duas coisas. Primeiro, define quais parcelas compõem o custo do serviço e como cada uma é apurada, para que dois estudos diferentes falem a mesma língua. Segundo, publica valores de referência para os coeficientes técnicos do setor — consumo de combustível, vida útil de pneus e de veículos, dimensionamento de pessoal, entre outros.

Por ser reconhecido por operadores, poder concedente e órgãos de controle, o método dá ao resultado algo que uma composição própria não tem: uma base que o outro lado da mesa aceita discutir.

A estrutura de custos

ParcelaO que reúne
Custos variáveis Combustível, lubrificantes, ARLA 32, rodagem, peças e acessórios e custos ambientais. Acompanham a quilometragem rodada.
Custos fixos Depreciação, remuneração do capital, pessoal de operação e de manutenção e despesas administrativas. Acompanham a frota e a estrutura.
Remuneração da prestação O retorno do prestador sobre os custos variáveis e fixos.
Tributos Incidentes sobre a receita, computados por dentro do custo total.

Somadas as parcelas, chega-se ao custo total do serviço. Esse custo, líquido dos subsídios existentes e dividido pela demanda equivalente do sistema, é a tarifa técnica de equilíbrio.

Passo a passo

Como o trabalho acontece

01

Coleta e crítica dos dados

Reunimos os dados de operação, frota, pessoal, custos realizados e demanda, e conferimos a consistência de cada um antes de usar. Dado que não passa na crítica não entra no cálculo.

02

Calibração dos coeficientes

Cada coeficiente técnico é calibrado com o dado do próprio sistema sempre que ele existir. Onde não existir, entram os valores de referência da ANTP — e é aqui que eles fazem diferença: são o parâmetro do setor que sustenta o número quando o dado local falta, evita estimativa arbitrária e dá ao estudo um denominador comum com qualquer outro feito no mesmo método.

03

Apuração das parcelas de custo

Cada parcela é levantada em separado e sobe na estrutura até o custo total do serviço. Isso permite discutir um item isolado — o preço do diesel, a idade média da frota, o quadro de pessoal — sem refazer o cálculo inteiro.

04

Apuração da tarifa e dos seis cenários

O custo total encontra a demanda equivalente e vira tarifa. A mesma estrutura é aplicada às duas configurações de rede e às três de frota, com os indicadores de cada cenário.

05

Validação e entrega

Conferência com a equipe técnica do órgão gestor e do operador, em que cada divergência vira ajuste documentado ou ressalva no relatório. A entrega inclui a memória de cálculo aberta e a apresentação executiva.

Quer ver a metodologia aplicada ao seu sistema?

Enviamos um roteiro de coleta de dados e uma estimativa de prazo a partir de poucas informações sobre o sistema.